Investimento nos Instant Articles e nas Apple News a cair

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Investimento nos Instant Articles e nas Apple News a cair

O jornal Guardian foi o primeiro no Reino Unido a adoptar o formato do Facebook, Instant Articles, ao qual se juntou, também, o BBC News, na primavera de 2015. O jornal corria todos os seus artigos neste formato, utilizando também a aplicação Apple News, para dispositivos iOS, onde também passavam todos os seus artigos.

No entanto, recentemente, o Guardian decidiu remover estes formatos dos seus planos, não investindo mais nos mesmos, por estar descontente com os acordos que as plataformas lhe faziam. Na realidade, não foi o único suporte a tomar esta decisão, segundo uma análise feita pela NewsWhip. Também a BBC News, o National Geographic e o The Wall Street Journal reduziram, em muito, a aposta nos Instant Articles, sendo que o The New York Times retirou o investimento neste formato por completo.

O problema é que embora estes formatos permitam um acesso rápido às notícias e artigos (devido a um rápido carregamento das suas páginas) e aparentem, também, aumentar o engagement com o público, eles mantêm as pessoas dentro da app do Facebook (no caso do Instant Articles) e da Apple (no caso da Apple News), em vez de enviarem os leitores, através de links, para os sites dos suportes.

Os suportes defendem, assim, que não compensa este investimento, uma vez que o retorno feito pelas visitas às páginas do formato Instant Articles e Apple News é mais reduzido do que o retorno de quando os leitores visitam os seus sites directamente. Para além disso, a visita directa permite-lhes, também, monitorizar os leitores de forma mais eficaz e ter um melhor controlo da sua informação.

Apesar disto, e embora o investimento no formato Instant Articles vá reduzir, os suportes ainda vêem alguma promessa no Apple News, e o rival do Instant Articles, o Accelerated Mobile Pages (AMP), da Google, está a crescer cada vez mais. O Guardian, por exemplo, revelou que 60% de todo o tráfego do seu site proveniente do Google via mobile chegou através do AMP.

Em Portugal, o AMP é já, também, utilizado pelos suportes, como por exemplo o Record, do Grupo Cofina.