

Dados disponibilizados pela Marktest revelam que no passado mês de Março, em Portugal, 41% das páginas dos sites auditados pela plataforma foram acedidas através de equipamentos móveis e 59% através de PC (desktop ou portáteis). Entre os dispositivos móveis, os tablets foram responsáveis por 6% das pageviews enquanto que os smartphones representaram 35% do consumo mensal. Face ao mês homólogo do ano anterior, verifica-se que o PC perdeu 12 pontos percentuais enquanto que os smartphones ganharam 11 pontos percentuais (sendo estes os equipamentos que mais quota ganharam no total).
Para além disto, a mesma fonte reporta que os portugueses passaram mais de 9 milhões de horas em sites de e-commerce durante o primeiro trimestre do ano, com uma média de duas horas e dois minutos por pessoa. Comparativamente ao trimestre homólogo de 2016, houve um crescimento de 9,2% do tempo despendido neste tipo de sites. A análise reporta que, dos residentes no Continente com 4 e mais anos, foram 4.537 mil os que acederam a sites de e-commerce a partir de computadores pessoais (um aumento de 1,1% face ao período homólogo do ano anterior). Este número representa 76,6% dos internautas nacionais, com uma média diária de 612 mil utilizadores únicos (mais 15,3% do que no trimestre homólogo em 2016). Foram visitadas 875 milhões de páginas de sites de e-commerce neste período (um crescimento de 7,6% face ao mesmo período do ano passado), com uma média de 193 páginas por pessoa.
Mas existem mais novidades no mundo digital e mobile.
Um estudo recente revela que a publicidade online é o maior meio do mundo em termos publicitários, tendo já ultrapassado a televisão. Em 2016, cerca de um quinto dos gastos globais em publicidade foram investidos no Google (72.7 mil milhões de euros) e no Facebook (24.6 mil milhões de euros), sendo que, segundo dados do mesmo estudo, os valores representam uma quase duplicação dos valores registados há cinco anos. Em 2012, o Google e o Facebook eram responsáveis por cerca de 10,6% dos investimentos publicitários mundiais. Em 2016, as companhias representam cerca de 20% dos mesmos.
Para além disso, o Facebook tem ainda mais razões para celebrar, tendo revelado que a sua famosa aplicação Whatsapp de partilha de mensagens, com cerca de 1.2 mil milhões de utilizadores em todo o mundo, regista agora mais de 55 milhões de chamadas de vídeo diariamente, o que representa 340 milhões de minutos de conversa, e demonstra o quão relevantes as plataformas de partilha de mensagens e vídeos se estão a tornar para as pessoas.
No entanto, nem tudo são boas notícias para a gigante de Mark Zuckerberg. Recentemente, o Snapchat lançou novas ferramentas criativas para tentar ganhar terreno e aumentar a concorrência com o Instagram (app pertencente ao Facebook). Os “snaps”, que apenas podiam ser vistos até ao máximo de 10 segundos, podem agora ser vistos por tempo ilimitado, caso o utilizador assim o decida e desde que não seja fechada a mensagem. Para além disso, agora é também possível passar o vídeo repetidamente até que a mensagem seja fechada (“looping”), funcionalidade muito parecida com o “boomerang” do Instagram; utilizar uma “borracha mágica” que remove objectos e preenche o espaço que eles ocupam de forma automática com o que estiver à sua volta e utilizar uma “caneta virtual” para “desenhar” emojis nos “snaps”, de forma repetida, sem ser necessário adicioná-los um a um.
Por fim, para terminar as novidades desta semana no que ao digital e mobile diz respeito, e apesar do crescimento do Google e do Facebook não ter equivalente, a rede social que mais cresceu entre 2012 e 2016 foi o Twitter, apresentando um aumento da sua receita na ordem dos 734%.