

A publicidade online na Amazon tem crescido a um ritmo acelerado, representando 1.2 mil milhões de dólares em 2016, algo que poderá vir a representar uma ameaça para a Google, Facebook, agências e centrais de compra de publicidade e até mesmo para os media. Para além disso, a Amazon possui vantagens únicas, pois consegue saber melhor quais os hábitos de compra dos consumidores online e offline, o que lhes permite rentabilizar o segmento da publicidade.
A Amazon tem vindo a expandir a sua plataforma de marketing, chegando directamente às marcas e oferecendo soluções de publicidade mais sofisticadas e segmentadas. Assim, a longo prazo, a Amazon apresenta um grande potencial, pois é uma empresa que recolhe informações sobre as opções de consumo (até mesmo hábitos de consumo de entretenimento através do seu serviço de streaming de vídeo – Amazon Prime Video) que são muito valiosas para a publicidade.
Deste conhecimento poderão derivar novas formas de interacção com o consumidor, como por exemplo identificar a localização do utilizador e, através de mobile, enviar sugestões de produtos de determinada marca sempre que o mesmo se encontrar próximo de um ponto de venda ou sempre que a compra for oportuna (podendo jogar com o conhecimento que possui sobre a frequência com que os produtos são comprados).
Além disso, a Amazon pode ainda ligar o negócio de publicidade digital ao seu serviço on-demand de cloud computing para empresas (Amazon Web Services), sendo este a tecnologia base para grande parte da indústria de publicidade online, o que permite impulsionar o negócio de publicidade digital e vice-versa.
A Amazon possui já, também, um sistema de venda de publicidade, designado Header Bidding, onde os “publishers” disponibilizam o seu inventário de espaços de publicidade directamente a vários anunciantes, permitindo uma licitação em simultâneo. Com este sistema, a Amazon acaba por “invadir” o território do AdSense e da DoubleClick da Google. Por seu lado, a Google e o Facebook estão a tentar entrar na área do comércio, o Facebook através de serviços como o Facebook Offers e Facebook Marketplace e o Google com serviços como o Google Shopping e o Google Express.