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Quebra na circulação impressa paga

Os títulos de informação geral auditados pela APCT sofreram uma quebra na circulação paga impressa, sendo que nos primeiros quatro meses deste ano venderam-se menos 17.538 jornais por dia, valor que representa uma quebra na ordem dos 9,8% face ao período homólogo em 2016. Apenas o Público e o Diário de Notícias encerraram os primeiros quatro meses de 2017 de forma positiva, crescendo 2,8% e 0,41%, respectivamente, na circulação total paga.

O Correio da Manhã continua a liderar a circulação impressa paga mas, entre Janeiro e Abril, sofreu uma quebra de 11,64% relativamente ao período homólogo em 2016, o que representa menos 11.474 exemplares vendidos. Em segundo lugar encontra-se o Jornal de Notícias, com uma descida de 7,28% (menos 3.631 exemplares vendidos), seguido do Público que apresentou uma quebra de 3,63%. O título que sofreu a maior quebra em termos percentuais foi o Diário de Notícias, vendo a sua circulação impressa paga cair 14,62% (menos 1.761 exemplares vendidos).

Se tivermos em conta apenas as vendas em banca, o Correio da Manhã registou, entre Janeiro e Abril, uma média de 86.423 vendas, o que representa uma descida de 12% em relação ao mesmo período de 2016. Este é seguido do Jornal de Notícias com 38.863 vendas (quebra de 9%), o Público com 13.020 vendas (menos 4%) e o Diário de Notícias com 7.773 vendas (sendo o título que apresenta a maior descida em termos percentuais com menos 17%).

Alargando a análise ao Expresso, o único semanário auditado pela APCT, verifica-se que houve uma quebra de 10,38% (menos 7.926 exemplares vendidos) face ao período homólogo de 2016. Na categoria “news magazines”, apesar de manter a sua posição de liderança, a Visão apresentou uma quebra de 11,73% (menos 61.971 exemplares vendidos), enquanto que a Sábado registou uma descida de 7,22% (menos 42.982 exemplares vendidos).

Em suma, o Expresso mantém-se como o jornal de informação geral com maior circulação total paga (91.619 exemplares), apesar deste valor representar uma quebra de 4,59% face aos primeiros quatro meses de 2016. Segue-se o Correio da Manhã com 88.006 exemplares (menos 11,83%), o Jornal de Notícias com 50.814 exemplares (menos 5,48%), o Público com 30.973 exemplares (mais 2,8%) e o Diário de Notícias com 13.816 exemplares (mais 0,41%).